Por que cosméticos sensoriais?

Existe uma ordem em que aprendemos o mundo, e ela raramente é a que a gente imagina.

Primeiro vem o sentir. Só depois vem o entender. Depois, a exploração. Só então, a vida sendo vivida com aquilo já incorporado. 

Um bebê não entende o mundo antes de tocá-lo: ele leva as coisas à boca, sente a textura, a temperatura, e é esse sentir bruto que constrói, aos poucos, o entendimento.

Perdemos essa lógica em algum ponto da vida adulta, quando passamos a intelectualizar (leia-se racionalizar ou automatizar) tudo antes de sentir qualquer coisa.

Autoestima, ironicamente, é uma das áreas em que mais tentamos decifrar antes de sentir. Lemos, refletimos, repetimos afirmações, e, de algum modo, achamos que é assim que ela vai se sustentar.

LIKXY nasceu de duas sílabas que carregam essa lógica dentro de si.

LIK, de lamber: o gesto mais instintivo que existe, porque antes de explicar o mundo, a gente primeiro o prova, depois o sente.

XY, de sexy: não como convite ao olhar do outro, mas como a energia que nasce quando habitamos a própria pele, reconhecemos a nossa beleza e nos sentimos livres para ser exatamente quem somos. Não é sobre atrair olhares. É sobre se sentir pertencente ao nosso próprio corpo, a beleza da nossa história e essência.

Olhar para dentro para expandir.

A tradição tântrica, há milênios, trabalha com uma ideia parecida: a de que o corpo não é um obstáculo para a espiritualidade ou para o autoconhecimento, mas o próprio caminho.

No tantra, a presença sensorial, sentir a respiração, o toque, a temperatura da pele, o peso do próprio corpo no espaço, é tratada como uma forma legítima de conhecimento, não como distração do que "realmente importa". Esse princípio é simples e universal: prestar atenção ao que o corpo sente, sem pressa e sem julgamento, é uma prática de presença. E presença, antes de qualquer discurso motivacional, é o primeiro tijolo da autoestima:

Você reconhecer o seu corpo, a sua existência - e se reconhecer nele.

Fazer da autoestima um hábito.

É aqui que a ciência do hábito se encontra com essa filosofia. Mel Robbins, autora que popularizou conceitos como a regra dos 5 segundos e a prática do high five no espelho, defende uma ideia central:

a motivação não vem antes da ação, ela vem depois. 

Esperar se sentir pronta ou se sentir merecedora de cuidado é, na prática, uma cilada, porque esse sentimento normalmente só chega depois que o gesto já foi feito, repetidas vezes.

Você não espera se sentir digna de cuidado para começar a se cuidar. Você começa a se cuidar, e é o próprio ato repetido que ensina o corpo, e com o tempo, a mente, que ele é digno disso. A ação vem primeiro. O sentimento de merecimento é uma consequência, não um pré-requisito.

Se entregue....à você mesma.

Brené Brown, pesquisadora que dedicou décadas ao estudo da vulnerabilidade e da vergonha, chega a uma conclusão complementar por outro caminho. Para ela, viver de forma "de coração inteiro" (wholehearted, no termo que ela cunhou) significa parar de esperar ser perfeita para se permitir pertencer, inclusive pertencer ao próprio corpo.

A vergonha (ou, seja, a sensação de não merecimento), segundo sua pesquisa, prospera no silêncio e na ideia de que "eu preciso consertar alguma coisa em mim antes de merecer cuidado, prazer ou descanso".

A coragem, nesse sentido, não é a ausência de insegurança. É o gesto de se cuidar mesmo sentindo insegurança, permitindo que o corpo receba atenção antes mesmo de a mente ter resolvido tudo o que sente sobre si. A ação antes do merecimento.

Água mole em pedra dura....

Juntando essas três camadas, a lógica do sentir antes de entender, a repetição como motor do hábito, e a coragem de se permitir cuidado sem esperar merecimento, chegamos ao que um ritual sensorial realmente é:

não uma recompensa que se ganha depois de se sentir bem o suficiente, mas o próprio caminho para chegar lá. 

Autoestima não é sobre pensar bonito. Não é sobre frases prontas repetidas todos os dias na frente do espelho, tentando se convencer de que "você é suficiente". Isso é racionalização, e racionalização não muda nada, porque autoestima não mora na cabeça. Ela mora no corpo.

É sobre sentir primeiro. É o calor que sobe quando algo realmente nos toca, quando um filme nos emociona numa cena simples, quando uma música nos toca, quando amamos o cheiro de alguma coisa sem conseguir explicar por quê. É o relaxamento de um banho demorado, é uma felicidade tão grande que parece exagero. É se sentir inteira dentro do próprio corpo. É se olhar no espelho, sem preparação, sem discurso interno, e simplesmente se achar linda.

E é também sobre confiança. Não a confiança que se declara, mas a que se pratica: ter segurança no que você sente e no que você faz, se comprometer a cumprir o que promete a si mesma, e cumprir. Autoestima real não vem de repetir frases prontas.

Vem de confiar em você, e você só aprende a confiar em você quando aprende a confiar nos seus próprios sentidos, no que você sente de verdade, e não no julgamento, no olhar ou na opinião de quem está de fora.

Sentir primeiro. A mão passando óleo na pele, o calor de uma vela acesa, o aroma que muda o ar do quarto. Se conectar com o que acontece com o seu corpo, o que ele sente: o escutar ativamente para entender a sua potência. O resto, o entender, o se relacionar melhor consigo, o efetivamente acreditar que se é merecedora, vem depois, como consequência, não como condição.

Autoestima? "Sei o que é, só não tenho"

Isso também explica por que tantas pessoas relatam que sabem racionalmente que merecem se cuidar, mas não conseguem sentir isso de verdade.

O conhecimento intelectual sobre autoestima não substitui a experiência sensorial repetida. Você pode ler cem textos sobre amor próprio e ainda assim sentir que nada muda, porque a mudança não acontece no nível do pensamento. Ela acontece no nível do corpo, através da repetição de pequenos gestos de cuidado que, ao longo do tempo, reprogramam a forma como você se relaciona consigo.

Rituais Sensoriais que fortalecem a autoestima.

Na LIKXY, cada produto existe para começar exatamente por aí: pelo sentir, sem exigir que a pessoa já tenha resolvido sua relação com a própria autoestima antes de começar.

Óleo Iluminador, vela de massagem, espuma íntima não são apenas itens de beleza. São pequenos convites diários para praticar presença no próprio corpo, repetidas vezes, até que a repetição vire hábito, e o hábito vire identidade.

Você não precisa se sentir merecedora para começar. Precisa apenas começar: sentir, uma vez, e depois de novo, e depois de novo, até que o gesto, sozinho, ensine ao seu corpo o que nenhuma afirmação positiva conseguiria ensinar sozinha.

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